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Risotto

risotto

A receita original de risoto surgiu em 1574.

Por quase 200 anos, nesse tempo, havia muito trabalho com a construção da Catedral, Duomo di Milano. Havia carpinteiros, arquitectos e pintores vindo de toda a  Europa.

Por perto havia uma comunidade Belga onde vivia o mestre Valerio de Fianders, mestre na fabricação de vidros que  tinha que fabricar algumas janelas para a Catedral e isso trouxe muitos estudantes à comunidade 

Um em particular se destacava dos outros devido à sua habilidade de misturar cores. Seu segredo era misturar um pouco de açafrão quando o vidro estivesse pronto.

Seu mestre sabia da paixão de seu mais prospero aluno por açafrão, mas fingia que não sabia de nada e limitava-se a dizer ao seu aluno, irritando-o, que se ele continuasse com isso iria acabar colocando açafrão no risotto.

Após muitos anos o aluno decide aplicar um truque no seu mestre: A filha de Valerio ia casar-se e o aluno subornou o cozinheiro para esse colocar no risoto um pouco de açafrão. Imagine a surpresa dos convidados quando viram aquele arroz amarelo. Um teve a coragem de experimentar, depois outro e mais outro e todos adoraram surgindo assim o risotto alla Millanese

O Café

grao cafeA história do café começou no século IX. O café é originário das terras altas da Etiópia (possivelmente com culturas no Sudão e Quênia) e difundiu-se para o mundo através do Egito e da Europa.

Mas, ao contrário do que se acredita, a palavra "café" não é originária de Kaffa — local de origem da planta —, e sim da palavra árabe qahwa, que significa "vinho" devido à importância que a planta passou a ter para o mundo árabe.

Uma lenda conta que um pastor chamado Kaldi observou que suas ovelhas ficavam mais espertas ao comer as folhas e frutos do cafeeiro. Ele experimentou os frutos e sentiu maior vivacidade. Um monge da região, informado sobre o fato, começou a utilizar uma infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava.

Parece que as tribos africanas, que conheciam o café desde a Antiguidade, moíam seus grãos e faziam uma pasta utilizada para alimentar os animais e aumentar as forças dos guerreiros. Seu cultivo se estendeu primeiro na Arábia, introduzido provavelmente por prisioneiros de guerra, onde se popularizou aproveitando a lei seca por parte do Islã. O Iêmen foi um centro de cultivo importante, de onde se propagou pelo resto do Mundo Árabe.

O conhecimento dos efeitos da beida disseminou-se e no séc XVI o café era utilizado no oriente, sendo torrado pela primeira vez na Persia.

Na Arábia, a infusão do café recebeu o nome de kahwah ou cahue (ou ainda qah'wa, do original em árabe). Enquanto na lingua turco otuama era conhecido como kahve, cujo significado original também era "vinho".

O café no entanto teve inimigos mesmo entre os árabes, que consideravam suas propriedades contrárias às leis do profeta Maomé. No entanto, logo o café venceu essas resistências e até os doutores maometanos aderiram à bebida para favorecer a digestão, alegrar o espírito e afastar o sono, segundo os escritores da época.

Ovos Moles

Os Ovos-moles são um doce regional tradicional da cidade de Aveiro. A sua origem remonta ao sec XV e deve muito a sua existência à politica de aproveitamento existente, na altura, nos conventos.

Havia o hábito, na época,  dos habitantes locais oferecerem galinhas às religiosas. Elas pegavam nos ovos e dividiam as claras da gemas. As claras eram, por vezes aquecidas e utilizadas para engomar as partes mais dificeis da roupa, como golas.

As gemas, não tinham qualquer utilidade e tinham um tempo de duração muito curto. Até que uma das freiras do Convento de Jesus, em Aveiro, lhes juntou açúcar e percebeu que, quanto mais açúcar juntasse, mais as gemas aguentavam sem se estragar, além de que as gemas com o açúcar davam um doce muito bom. Começava assim a história dos ovos-moles.

Quando acabaram por se extinguir os conventos, o fabrico dos Ovos-moles manteve-se graças às senhoras que tiveram o privilégio de serem educadas pelas freiras. Uma delas começou a trabalhar numa pastelaria muito antiga da cidade, a Costeira (que entretanto já fechou), e levou consigo a receita que é hoje um dos ex-líbris de Aveiro.