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Rancho à Moda de Viseu

O rancho é um prato cuja história é associada a Viseu e esta história remonta à  altura das guerras entre liberais e absolutistas. Reza a História que o quartel de Viseu estava escalado e o quarteleiro ficou incumbido de moralizar as tropas apresentando-lhe boa comida.

Para tal, o o quarteleiro meteu grão-de-bico, batatas, hortaliças, massa grossa, carne de porco, vitela e galinha para uma panela grande e o que saiu desta mistura, teve de tal forma sucesso entre os comensais que aquela comitiva ganhou a batalha.

Outra forma de contar a história diz-nos que: segundo recolhas feitas, o prato chamado Rancho começa a ser confeccionado no Quartel de Cavalaria que existia em Viseu. No tempo da guerra e do racionamento, este quartel que estava situado na Stª Cristina, tinha boa fama pela sua comida. Recebia e distribuía matérias primas ao povo, vindas de vários lados, e tinha hortas nos campos envolventes. Também criava galinhas, porcos, e por vezes vacas.

Uma das matérias primas que recebia com mais abundância era o grão de bico , das terras mais ao sul , assim como massas de 2ª (manga de capote ) oferecidas pelas Fábricas.

Carnes já havia, hortícolas também, havia que juntar o que existia com mais fartura e confeccionar. E assim nasceu o Rancho à Moda de Viseu. Pouco tempo bastou para que todos os Quartéis em Portugal começassem a confeccionar o “Rancho do Quartel”. O prato era tão bom que criou fama.

Nos anos 50 e 60 em Viseu, já no novo Quartel de Infantaria, era hábito no dia de rancho, as pessoas da cidade irem ao Quartel comprar o famoso Rancho à Moda de Viseu para levarem e comerem em casa.

Gaspacho

No tempo dos Romanos e Árabes era conhecida uma sopa muito parecida, á base de pão, alho, azeite e diferentes vingres mas, foi em meados do século XVI, após a chegada do tomate à Peninsula Ibérica que o gaspacho começou a ser preparado.

Esta sopa fria era o alimento típico dos camponeses do sul de Espanha. O azeite, a abundância de produtos hortícolas e o pão duro eram misturados e formavam um refresco mais saudável e natural, tornando assim o calor do verão e a vida dura dos povos de Andaluzia mais suportável.

Em Portugal, o gaspacho é oriundo das regiões do Alentejo e do Algarve.  A sua confeção é ligeiramente diferente, os alimentos não são totalmente triturados, são apenas cortados em pedaços, aos quais se adiciona o pão, depois é temperado com azeite, vinagre e sal.

Para que fique mais frio, é comum serem adicionados cubos de gelo.

Com a influência de Espanha o gaspacho alentejano, passou também a ser parte integrante da gastronomia tradicional desta zona do país.

Tripas à Moda do Porto

Esta é uma das lendas, mas mais existem.

Foi em plena época das Descobertas maritímas portuguesas (Sec XV) e em fase de construção da muralha fernandina que a fábrica de construção de navios foi transferida para o areal de Miragaia (atual Alfândega do Porto).

Segundo Fernão Lopes, este estaleiro naval tornou-se no maior do país e segundo a lenda , foi neste contexto que terão sido criadas as Tripas à Moda do Porto.

Segundo a história, o Infante D. Henrique veio ao Porto, em 1415, controlar o andamento dos trabalhos no estaleiro. "Consta que o Infante estava satisfeito, embora um pouco preocupado porque achava que os trabalhadores
conseguiriam fazer mais. Confidenciou ao Mestre Vaz que as embarcações serviriam para a conquista de Ceuta e, por isso, era preciso fazer um grande esforço."

O Mestre Vaz terá assegurado que os esforços seriam aumentados. Para tal, decidiu reunir os seus homens, que, por sua vez, falaram com os restantes habitantes da cidade e em conjunto, decidiram oferecer toda a carne da cidade aos marinheiros. Em terra, ficariam só com as sobras: as tripas.

Os  moradores da zona inventaram uma maneira de cozinhar as tripas e, com isso, ganharam a alcunha de tripeiros.