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Queijadas de Sintra

Frei João da Anunciação, que geriu a cozinha do Convento da Penha Longa durante 60 anos e foi pela sua mão que esta receita surgiu.

Atualmente a receita é um pouco diferente , porque na época ainda não se conhecia a canela e o açúcar.

Foi Francisco das Neves, que adoçou as queijadas, a partir do mel. Então em 1756, Maria Sapa, uma senhora de Ranholas, industrializou o fabrico caseiro, deste doce tradicional.

Sintra foi o local escolhido para industrialização das queijadas, pois havia muita criação de gado.

Alheira

A alheira é, sem dúvida, um dos enchidos com mais história em Portugal. O seu nome deve-se ao principal ingrediente com que é confecionada, o alho.

A alheira foi inventada na altura da Inquisição em Portugal, séc. XV, quando os judeus eram perseguidos e obrigados a converterem-se ao cristianismo.

Esta obrigatoriedade, levou a que os judeus, denominados de "novos cristãos", perante uma sociedade desconfiada e, numa época em que as pessoas tinhma por hábito pendurar os enchidos à porta para todo o ano, criassem um médodo para não abdicarem dos seus hábitos. Foi aqui que surgiu a alheira.

Para enganar os demais, os judeus penduravam as alheiras com ingredientes que não porco (vitela, coelho, peru, pato e por vezes até mesmo perdiz) porque os judeus não comem esta espécie e assim iludiam a Inquisição e os vizinhos de que já não praticavam religião judaica.

Aos poucos, este enchido foi-se disseminando pelo resto do país, e foi sendo adaptado aos gostos dos populares, que depressa lhe introduziram a carne e a gordura do porco.

Açorda de Pão

 

Este é um prato de subsistência , consequência de graves crises de carência alimentar , feito com produtos base.

O pão é a sua base. Acredita-se que as açordas são uma herança árabe no nosso país.

A primeira designação de açorda, foi encontrada no tratado de cozinha árade, Kitâb-al-tabîj, dos séculos X e XI, de autor anónimo. Noutro tratado, de Ibn Abd al-Ra’uf, também se refere a açorda, com a designação de Tarid ou Tarida, em árabe, que quer dizer pão migado, ao qual se junta alho, coentros e água quente.

No "Tratado Completo de cozinha e copa" de Carlos Bento da Maia, na edição de 1904 é que as açordas aparecem como confecção culinária e fazendo bem a separação das muitas sopas com pão. Estamos na época do aparecimento de restaurantes, e a cozinha regional começa a evidenciar-se.

Em 1936 publica-se o livro “Culinária Portuguesa”, de António Maria de Oliveira Bello no qual é verdadeiramente feito o elogia e defesa da cozinha regional, onde são apresentadas sete receitas de açorda. Já mesmo autor tinha publicado no livro “Culinária”, 1928, uma receita de Açorda de Alhos à Portuguesa enquanto sopa à base de pão, sobre a qual se colocava ovos estrelados preparados à parte, ou ovos escalfados.

Será a partir desta receita que nos aparece a “açorda à alentejana”, que enquanto açorda é a única sopa do nosso receituário regional.

Primeiro temos a açorda/sopa de que a Açorda Alentejana é o melhor exemplo. Depois a glorificação das açordas como prato completo e a imensa variedade de receituário desde o Douro, toda a costa atlântica com peixes e mariscos, da Beira ao Alentejo com o bacalhau, e o Alentejo com as carnes de porco e enchidos.